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Perfil: Aliança Cooperativista Internacional 

A EMPRESA COOPERATIVA SE MANTÉM FORTE EM TEMPOS DE CRISE

18/07/13 17h06

 “A EMPRESA COOPERATIVA SE MANTÉM FORTE EM TEMPOS DE CRISE”
O Dia Internacional do Cooperativismo, que este ano é celebrado em 06 de julho, tem como tema “A cooperativa, uma empresa que continua forte em tempos de crise”. O tema é mais do que oportuno tendo em vista a situação de outras formas empresariais atualmente confrontadas com as dificuldades econômicas mundiais.
Os modelos de empresas de propriedade de investidores passam por uma crise de insustentabilidade econômica, social e ambiental, enquanto o modelo cooperativista tem demonstrado grande resiliência nestes tempos de crise.
A crise financeira foi um exemplo dos perigos entranhados na priorização de ganhos no curto prazo em contraposição à viabilização a longo prazo. As atuais crises globais foram causadas por um modelo empresarial que considera mais importantes os retornos financeiros do que as necessidades humanas, um modelo que privatiza os ganhos e socializa os prejuízos. São muitas as provas da contribuição à estabilização financeira que podem conter uma pluralidade de modelos de propriedade. Ao dar prioridade às necessidades humanas, as cooperativas respondem às atuais crises de sustentabilidade e nos oferecem uma forma diferenciada do “valor compartilhado”. Além disto, o modelo cooperativista não é vitimado pelo engano que aflige o modelo capitalista nestes últimos vinte anos por considerar os resultados financeiros como o indicador central de uma boa empresa. Uma cooperativa representa a busca coletiva da sustentabilidade que objetiva “otimizar” os resultados de várias partes interessadas em vez de otimizar apenas os ganhos de uma delas.
Assim, quando a situação fica mais difícil, todos os recursos humanos são vitais para o bem-estar de uma cooperativa e não apenas alguns dos gerentes.
Outro elemento que tem preocupado o público de todo o mundo são as práticas e o fechamento de grandes bancos. Estas instituições, supostamente confiáveis, seguras para aplicações e depósitos, têm sido muitas vezes fracas e mal gerenciadas. As cooperativas de crédito tem se diferenciado muito positivamente.
Elas têm crescido sempre, outorgando crédito especialmente para pequenas e médias empresas e têm se mantido estáveis nos diversos países, inclusive criando empregos indiretos. A propriedade em mãos de seus membros que as controlam e repartem os benefícios são o elemento chave desta resiliência e garante vantagens que seus competidores não possuem. Como as cooperativas de crédito representam grande parte do mercado bancário mundial, é importante entender melhor este modelo.
Um informe publicitário publicado recentemente pela Organização Internacional do Trabalho – OIT e escrito pelo professor Johnston Birchall faz um exame detalhado das cooperativas de crédito, desde sua criação na Alemanha, nos anos 1850, até o movimento mundial que representam atualmente.
Birchall explica em uma entrevista à OIT como, antes da crise, os economistas diziam que as cooperativas de crédito teriam uma eficácia menor que os bancos comerciais por não recompensar seus gerentes, através do oferecimento de ações. Entretanto, a crise demonstrou que as cooperativas de crédito correram um risco menor que as sociedades anônimas bancárias exatamente porque os dirigentes destas recebiam parte de seus benefícios.
A estabilidade e a aversão ao risco estão inscritos no DNA das cooperativas de crédito. Sendo empresas, geram e devem gerar excedentes, porém estes excedentes são convertidos em reservas que lhes asseguram esta força financeira e as protegem dos problemas que as exigências de capital próprio imposto pelos reguladores podem gerar. Em outras partes do mundo as cooperativas de crédito não tiveram perdas em 2008. Não viveram a crise bancária; cresceram paulatinamente, com regularidade e sem tragédias.
Outra vantagem em período de crises que não pode ser esquecida é a sua dimensão social. Na hora de um declínio econômico global e de pressões importantes sobre os governos para que eles diminuam as garantias sociais, as cooperativas tem uma vitalidade incomparável. Elas têm capital social, o que as diferencia das empresas de propriedade de acionistas. As cooperativas desempenham um papel fundamental na prestação de serviços de saneamento ameaçados pela privatização ou controladas pelo Estado ou ainda a serem abandonados, caso se lhes aplique o corte de verbas necessárias para o funcionamento satisfatório.
Também não podem ser omitidas as grandes vantagens das cooperativas de consumo: sua capacidade de prover produtos alimentícios e outros produtos essenciais para os consumidores a um preço melhor, enquanto eles vão perdendo parcial ou totalmente sua capacidade pagadora.
O Dia Internacional do Cooperativismo - 6 de julho de 2013 - nos dá a oportunidade de refletir sobre tudo o que as cooperativas têm feito em períodos de menor ou maior prosperidade e de reiterar nosso compromisso de relevar e apoiar mundialmente este modelo empresarial baseado em valores, por ser um modelo que tem sido e segue sendo acertado. (Tradução: Sigrid U. L. Ritzmann)

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